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Gravação de ontem do show do Crosby, Stills & Nash

Olá!

Parabéns a todas as mães!

Com todas as festividades e as indefectíveis obrigações escolares, o domingo está corrido, mas quero deixar o link para a gravação que fiz do show de ontem, no Chevrolet Hall, do lendário trio Crosby, Stills & Nash:

http://depositfiles.com/files/7c9pevtie

Do meu Facebook, enquanto não produzo uma resenha mais de acordo com a ocasião:

"Reparem que, no final, o Stills fez uma citação a "Within you without you". Acho que só eu percebi. Ninguém que eu tenha conseguido ver esboçou qualquer reação. O show foi incrível. Tive vários momentos de interação com o Crosby e com o Nash, que chegou à beirada do palco e me entregou a palheta que ele usou em "Teach your children" praticamente na mão. A distância não deixava, mas ele se curvou, apontou para mim, me olhou, sorriu, me esperou estender a mão,mirou, jogou a palheta, que caiu bem na minha frente, no fosso. Foi legal que o pessoal em volta teve total respeito; ninguém tentou pegar, e ainda me ajudaram a me debruçar sobre a grade para conseguir alcançar esse pequeno presente. Eu achei o show simplesmente magnífico. Com exceção de "Delta", que acho sublime, eles tocaram todas as minhas canções favoritas do CSN. Quando achei que "Suite: Judy blue eyes" ia ficar de fora, eles voltaram, só os três, para um segundo bis, e mandaram uma versão avassaladora, com o restante da banda se reintegrando a eles para a parte final. Foi demais; muito lindo mesmo." 

Abraços,

Guilherme



Escrito por Professor Guilherme Lentz às 12h18
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Patadas em Florianópolis

Olá!

Mesmo as melhores experiências carregam seus problemas. Como não adianta fugir dessa realidade, vou iniciar meus registros sobre os shows do Paul de 2012 por duas experiências desagradáveis que vivi em Florianópolis, mas que, sendo desagradáveis, foram também parte da experiência. No final, acho que o que pensamos a partir do que experimentamos pode contar mais do que o que experimentamos em si.

Tudo ia bem. O dia tinha sido maravilhoso. Eu chegara à cidade por volta das dez da manhã e tinha ido, a pé, diretamente do aeroporto para o estádio, onde fui surpreendido por uma organização muito boa e recebido pelo meu amigo João Luís, que eu conhecera na fila do segundo show do Rio, em 2011, e com quem eu havia combinado de me encontrar lá. Passamos um dia incrível, batendo papo e partilhando o momento com nossos companheiros de fila. Aquela foi realmente uma espera muito agradável. 

Um vez dentro do estádio, logo nos acomodamos. Quem foi a um desses shows sabe como é o clima. Quem chega cedo para a pista prime e fica bem lá na frente normalmente se assenta para atravessar as quatro horas que separam a abertura dos portões do início do show, às 21:30. Imediatamente se forma um ambiente de camaradagem por ali. Quem está por perto começa uma conversa, troca uma impressão, joga uma conversa fora. Assim tem acontecido em todos esses shows do Paul a que tive o privilégio de ir. Não voltei a ter contato com muitos desses parceiros de espera, mas com algum deles troquei e-mail, estabeleci um contato, criei, enfim, uma nova amizade. Ali em Floripa, observando a beleza do estádio e tagarelando com essas pessoas, eu pensava exatamente que aquele contato não é tão superficial como parece. Afinal, estamos ali partilhando uma experiência fundamental nas vidas de muitos de nós e passando mais tempo juntos do que, em alguns casos, já passamos com pessoas supostamente próximas. Eu brincava com essa ideia de que seria maravilhoso guardar um canal com cada uma daquelas pessoas, para de vez em quando relembrarmos aquele dia especial.

Em Floripa, meus parceiros eram muitos e diversificados. O João e sua família estavam por perto. Havia também três garotos de Belo Horizonte, a quem estendi minha mão, dispondo-me a oferecer uma proteção adulta, caso eles sentissem necessidade. Avistei também, um pouco à frente, colado à grade, meu amigo Alessandro, parceiro de shows, como os colegas da fila, de quem me tornei amigo. Havia um grupo de três jovens e o pai de um deles, com quem desenvolvi logo uma afinidade enorme. Eles eram alegres, gentis e educados. Iniciaram-me logo na rivalidade entre o Figueirense e o Avaí, os dois principais times da cidade, tentando me seduzir para o Figueirense. Estando, porém, dentro do estádio do Avaí pelo motivo que eu estava, não pude deixar de ter uma simpatia ligeiramente mais pronunciada para o time azul e branco, embora tenha me disposto a deixar a questão em aberto. Havia também um sujeito muito divertido, que tentava furar um caminho em meio à multidão rumo ao que ele considerava um lugar mais à frente. Para isso, dizia a todos que estava junto de um primo, o que despertava vaias e queixas. Ouvindo aquela conversa, olhei para trás e gritei: "Primo!". Ele imediatamente entrou na brincadeira, e daquele momento em diante mantivemos uma comunicação alegre e amiga. Um sujeito estranho me contava suas glórias colecionadorísticas, emitindo com ar de grande autoridade opiniões sobre discos raros, de que ele aparentemente suponha que eu nunca tinha ouvido falar. Mantive a conversa com boa vontade durante um tempo, até que ele emitiu uma piada de cunho racista, e então decidi mudar de rumo.

Eu estava alegre, alegre a ponto de me soltar um pouco. Admito que talvez estivesse um pouco paspalhão. Às vezes, quando estou feliz e alegre, fico assim. Falava um pouco mais alto do que o normal, estabelecia contato com pessoas estranhas, fazia algumas piadinhas. De vez em quanto, eu olhava para o relógio e via um horário redondo, como seis e meia ou sete horas. Aí falava, em tom de anúncio: "São sete horas na capital catarinense", ou "Faltam apenas duas horas e trinta minutos para o início do espetáculo", ou ainda "Logo, logo vem o DJ", em alusão ao DJ que o Paul muito gentilmente contratou para se apresentar a uma hora e meia do início de seu show, aliviando, assim, o final de nossa espera. Olhando fora de contexto, admito que essas brincadeiras possam soar infantis, bobalhonas. Talvez elas pudessem servir sim como fundamento para alguém me julgar um paspalhão, um crianção, um antipático. Não creio, porém, que elas pudessem ser inconvenientes, invasivas ou hostis de qualquer forma. Como outras pessoas por ali, eu, como disse, estava feliz, brincando, curtindo, realizado, leve pelo momento.

Havia, entre meus vizinhos, duas garotas, duas jovens, com idades talvez em torno dos vinte anos. Elas estavam ali no contexto, participando também um pouco disso tudo. Não digo que as tenha ignorado ou evitado. Não digo também que tenha puxado conversa com elas. Ali, vale um pouco a multidão. Provavelmente dirigi a elas algumas palavras ao longo da espera, mas sem ser efusivo demais nem indiferente. Havia entre nós a distância natural que há e tem que haver entre duas moças jovens solteiras sozinhas e um homem adulto casado sozinho, mas também a cordialidade que há e tem que haver entre representantes da raça humana e entre apaixonados pelo Paul McCartney.

Ao menos, eu pensei assim.

Quase às oito horas, todos se levantaram, para assistir à apresentação do DJ. Uma das moças fazia um dos gestos mais normais do mundo em shows, que é fotografar o palco. Ela estava imediatamente à minha frente, e, pelo visor da câmera dela, eu via as fotos que ela tirava. Quase todas eram parecidas com outras tantas fotos que todos tiramos em vários shows por aí. De repente, porém, ela tirou uma linda, linda, linda fotografia do palco, vazio, com algumas luzes acesas. Naquela hora, a chuva que viria a cair durante toda a noite já dava sinais de existência. Havia uma atmosfera levemente nebulosa no ar, ajudada pela fumaça que a equipe do Paul já soltava pelo palco para que a iluminação fizesse maior efeito. 

Ao ver aquela foto, tão bonita, eu, no melhor dos sentimentos de partilha e sem realmente pensar a respeito, apenas agindo espontaneamente, como já fiz muitas outras vezes nesses shows, comentei:

_Que linda foto!

Para minha surpresa, a garota se virou para trás bruscamente, com o semblante carregado, e disparou, em tom rude:

_Cara, quem te pediu opinião? 

Mil pensamentos me passaram pela cabeça em uma fração de segundo. Ela estaria brincando? Ela teria achado que o comentário tinha vindo de outra pessoa? Ela tinha achado que eu a estava paquerando? Ela tinha ficado com raiva porque eu não estava? Ela estava com antipatia de mim por causa das minhas brincadeiras? Eu não consegui entender o que tinha acontecido. De repente senti uma saudade enorme de casa. Percebi que eu estava sozinho, a centenas de quilômetros de quem se preocupa comigo. Vi que eu não era ninguém, que eu estava desamparado e rejeitado em meio a quem alguns segundos antes eu julgava partilhar comigo um momento especial. Eu era de novo o caçula apanhando de graça, o menino hostilizado na porta do colégio. Sei que estou exagerando, mas, dentro do estádio quando vamos ver o Paul, as emoções são assim mesmo. Eu estava em outra, e aquele coice me trouxe de volta ao chão instantaneamente. 

Em mais uma fração de segundos, pensei e reagi. Não nego que uma parte de mim pensou em mandar a garota enfiar a câmera em algum orifício do corpo. É claro, porém, que eu jamais faria isso. Pensei em simplesmente dizer a ela que estou em um país livre e que não preciso do pedido nem da autorização de ninguém para dar opinião. Pensei em tentar me explicar. Por fim, ouvi um interesse: não ia estragar meu show do Paul, que me custara tanto sacrifício, discutindo com uma estranha. Ademais, pensei, "ela ainda é uma moça jovem e sozinha, e eu sou um homem feito". Seria covardia retrucar. Isso até me confortou um pouco. Achei que uma garota naquele espaço deveria sim se resguardar um pouco, embora ficasse magoado de pensar que, dentre tantas ameaças possíveis, ela havia escolhido se resguardar justamente contra mim. Assim, com tudo isso em mente e pego de surpresa, reagi da forma que não sei se foi a melhor, mas que foi como consegui:

_Me desculpe. Eu não queria te ofender. Pode ficar tranquila que não vou te incomodar.

Acho muito bom poder escrever isso. Sou muito sensível a agressão gratuita. No momento do fato, tudo isso aconteceu em menos de um segundo e em meio a muitas outras emoções que estavam fervilhando ali. Agora, escrevendo, há essa possibilidade de congelar o tempo, deixar as sensações saírem uma de cada vez, esperar que cada uma encontre o seu lugar. 

Ao longo do show, tive várias vezes a impressão de que a menina se voltara para mim, tentando me lançar um olhar simpático. Acho, porém, que isso se deve muito mais a minha vontade de que ela tivesse ficado arrependida pela patada do que por  algum gesto real. Preferi não me arriscar. Mantive-me focado na apresentação, como gosto de fazer, e mantive manifestações mais carinhosas direcionadas à família do João e a meus amigos figueirenses, que mantiveram todo o tempo uma postura mais claramente amigável e carinhosa. Também não quis que eles percebessem nada do que havia acontecido; não cabia isso ali. O show, como vou relatar em outro momento, foi maravilhoso, talvez o melhor dos três de 2012, mas durante todo o tempo fiquei com aquele estupefamento, constrangido e meio sem rumo. A chuva que caiu durante todo o tempo trouxe muita beleza e atmosfera, mas também trouxe um ar de melancolia a tudo isso.

Quando a apresentação chegou ao fim, eu estava ensopado. Fui ao quiosque dentro do estádio comprar uma camiseta seca, mesmo pagando caro por ela. Como eu tinha chegado do aeroporto e para lá eu voltaria em seguida, não podia me arriscar a ficar doente, passando toda a noite com roupa molhada no clima mais frio de Florianópolis. Todos saíram rapidamente após a apresentação, o que dificultou o encontro com os amigos de sempre e consequentemente aumentou meu sentimento de desamparo ali.

Decidi que, antes de vestir a camiseta seca, deveria me enxugar. Logo ali havia um posto de atendimento médico, montado pela produção para ajudar o público. É claro que aquela visão era muito reconfortante, sendo eu filho de médico e tendo muitas referências positivas na profissão. Decidi pedir abrigo ali, mas, escaldado pelo murro da minha amiga floripense - como carinhosamente apelidei os florianopolitanos, já que todos lá só se referem à cidade como "Floripa" -, resolvi não poupar boa educação. Uma equipe de quatro ou cinco doutores me lançou os olhos quando cheguei na entrada da grande tenda sinalizada com uma cruz:

_Com licença. Boa noite. Tudo bem? Por favor, será que vocês podem me ajudar? Estou indo diretamente para o aeroporto para voltar para Belo Horizonte e queria me secar antes de colocar essa camiseta. Por acaso vocês têm uma toalha, um material absorvente, algo que eu possa usar?

Uma doutora, assentado próximo à entrada, gargalhou sarcasticamente, como uma bruxa má de conto de fadas:

_Ha! Ha! Ha! Ha! Ha! Bem feito! Você deveria ter se prevenido!

Os outros ficaram em silêncio. Novamente em fragmentos de segundo, pensei em mandar todos lamber sabão, em dar lição de moral, em falar que meu pai nunca agiria daquela forma. Apenas olhei para ela, sério e muito controlado:

_Muito médico de sua parte agir assim. Em vez de me ajudar, rindo da minha cara. 

Quinhentos quilos de ar e um silêncio de duas toneladas caíram sobre aquela tenda imediatamente. Não sei se tentando consertar ou se tentando provocar, mas de uma provocação de quem está desconfortável com a própria atitude, a moça ainda insistiu: "Vai ver no aeroporto você achar um daqueles secadores de ar quente". Eu não respondi. Tirei a camiseta molhada ali mesmo, com toda calma e me enxuguei com uma manga seca de uma camiseta reserva que eu tinha. Vesti a roupa seca, penteei o cabelo. O clima estava péssimo ali, mas resolvi enfrentar o desconforto até o fim. Agradeci, pedi licença e saí.

A caminhada para o aeroporto foi tristonha. A noite por lá, sem lugar de dormir, foi bem mais fria e difícil do que havia fantasiado em meus devaneios de aventuras beatlemaníacas. Acabei, porém, revendo alguns amigos, comendo um brownie inacreditavelmente bom e simplesmente ficando em silêncio, algo de que senti muita falta das outras vezes em que fui ver o Paul. Senti, porém, muita falta de casa, da minha esposa e dos meus filhos. Imaginei como deve ser difícil viver fora de casa, mesmo que por pouco tempo. Apesar do medo de avião, achei ótimo quando chegou o momento do embarque, e pude iniciar o caminho de volta para casa. Eu estava fisicamente muito cansado também, e é claro que isso traz um peso a toda a experiência.

Ainda estou chateado com minha companheira de estádio. Ainda não entendi o sentido da paulada que ela meu deu. Tenho, porém, o hábito de investigar o que está por trás dos incômodos. Sei que ela era parceira de show e companheira de interesse musical, mas ainda era uma estranha. Por que um gesto dela deveria ter tanto peso?

Geoff Emerick, o engenheiro de som dos Beatles, diz em seu livro "Here, there and everywhere" que possivelmente um dos motivos de ele ter sido aceito para trabalhar em Abbey Road, no início dos anos 60, foi o fato de que ela não era muito ousado quanto a dar suas opiniões e, com isso, não representava ameaça para o egocêntrico George Martin. Curiosamente, o próprio George Martin conta a história de como ficou impressionado com os Beatles, quando os conheceu, justamente porque eles não tinham medo de dar suas opiniões. Uma chefe que tive certa vez, ao me repreender por comentários supostamente inapropriados que alguém me acusara de ter feito, disse-me algo de que nunca esqueci, mesmo achando que ela não tinha razão na advertência: "Guilherme, não podemos entrar em portas que não nos foram abertas". 

Embora eu leve tudo isso em consideração antes de me decidir a dar ou não alguma opinião - e opte, em geral, por, pelo menos no ambiente profissional, só dá-la quando ela é solicitada -, vejo que na verdade o direito de opinar passa por outros caminhos. Não sei quais são, mas parece que eles envolvem mesmo é outros tipos de relações de poder. Estranhamente, parece que, apesar de em alguns momentos ser acusado de ser o intransigente e radical, a opinião que não deve ser dada nem levada em consideração é sempre a minha. Desde a experiência em Florianópolis, tenho pensado na garota do murro em várias ocasiões, por me ver novamente em situações em que ninguém pensou em me perguntar o que eu estava pensando, mesmo que o assunto em questão pudesse ser de meu interesse direito ou que, na minha não solicitada opinião, eu obviamente tivesse contribuições significativas a oferecer. O que está por trás disso eu não sei. 

Sei que a reflexão continua. Quis o destino que do lugar de onde eu mais esperaria trazer camaradagem eu trouxesse essa experiência de agressão. Estou me esforçando para fazer bom uso disso. Parece que, apesar do incômodo, toda a história se somou à experiência e curiosamente se converteu em uma espécie de riqueza também. Não vou me admirar se vier a achar bom que eu tenha me deparado com aquela floripense enfezada. Confesso que de vez em quando fico preocupado com ela; sou homem, pai, filho, professor, marido, padrinho, irmão, amigo: não posso evitar de desenvolver um certo sentimento de zelo por uma moça sozinha em um estádio, mesmo que ela tenha me batido de graça.

Sei, porém, que estou fazendo algo muito incomum ao dedicar tantas palavras e tanto pensamento a esse episódio. Por isso mesmo, se minha amiga catarinense me pedisse opinião - e, como é sabido, ela não pediu - eu diria a ela para ter um pouco mais de boa educação.

Abraços,

Guilherme

P.S.1

Meu amigo Rodrigo, com olhos de lince, captou um ato falho que cometi ao escrever o texto. No trecho em que relato minha resposta à garota, eu havia escrito "vou te incomodar", e não "NÃO vou te incomodar". O Rodrigo pescou esse detalhe e percebeu que ele tem um significado especial. Em prol da verdade, ele teve que ser corrigido, mas, em prol dos significados subjacentes, estou registrando o fato. Obrigado, Rodrigo! 

P.S.2

A pedido do Fernando, deixo aqui um link do Depositfiles para o show de Floripa:

http://depositfiles.com/files/ls1ojxibs



Escrito por Professor Guilherme Lentz às 05h30
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Meus bonequinhos mais preciosos

Olá!

Colecionador sempre fica meio reticente de deixar as crianças colocarem as mãos em suas joias, mas alguns pedidos são irresistíveis. Depois, a experiência se mostra compensadora. Vejam só o que capturei enquanto corrigia prova:

Impagável, não é?

Abraços,

Guilherme



Escrito por Professor Guilherme Lentz às 20h17
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Paul: gravação do dia 21

Olá!

São muitas as emoções que quero descrever com um mínimo de calma. Por enquanto, ainda não deu. Enquanto isso, deixo aqui minha gravação do show do dia 21, em Recife.

http://depositfiles.com/files/lqovhtp21 

Coloquei também o link para o show do dia 22:

http://depositfiles.com/files/i28n1bh29

A propósito, outro dia coloquei o soundcheck do dia 22 também:

http://ul.to/1j3buji2

Um abraço e bom rock´n´roll,

Guilherme



Escrito por Professor Guilherme Lentz às 18h29
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Show de Floripa - links

Olá!

Estou tendo dificuldade em conseguir escrever para o blog, o que obviamente me deixa muito triste. 

No momento, meu principal projeto de escrita é o relato sobre a nova leva de shows do Paul, uma aventura que me proporcionou muitas experiências maravilhosas. Enquanto o texto não surge, deixo aqui os links para a gravação que fiz da incrível apresentação em Florianópolis:

Parte 1: http://ul.to/tnoadf9i

Parte 2: http://ul.to/ilg13eg1

Parte 3: http://ul.to/jw08l8ts

Bom rock´n´roll!

Um abraço,

Guilherme

Aqui, eu e alguns amigos na saída do primeiro show em Recife



Escrito por Professor Guilherme Lentz às 13h58
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Professores X alunos da internet

Olá!

Desde que me vi usando o Facebook, tenho ficado ressentido com a sucessão de ataques gratuitos aos professores. 

Em geral, esses ataques aparecem através de mensagens disfarçadas de manifestações humorísticas, como essa:

Hoje, fui obrigado a me deparar com essa pérola da capacidade ofensiva:

Em outros momentos, a agressão vem na forma de apologia à pilantragem, como nesse recorte:

Desde o começo, a relação entre a respeitabilidade dos professores e a internet não foi boa. Alunos ressentidos logo perceberam que, através do anonimato proporcionado pela internet, podiam se vingar por seus traumas e frustrações, sem nenhuma autocrítica, censura ou consideração pelas consequências. 

Quando o Orkut apareceu, logo tive problemas de vários tipos. Houve inúmeros casos de alunos que usaram a ferramenta para direcionar agressões a mim ou a colegas meus. As escolas, por muitos motivos, nem sempre legítimos, quase invariavelmente preferiam fazer vistas grossas ao fato. Em outras ocasiões, eu me vi indiretamente envolvido em problemas. Foi emblemática disso, por exemplo, a situação em que o mural de uma comunidade criada em minha homenagem começou a ser usado por um aluno para dirigir críticas a uma colega de turma. Para mim, o Orkut valia menos do que conversa de insetos, mas, no contexto dos meninos, as ofensas à moça eram sérias, e ela ficou sinceramente magoada com o episódio. Acho que aquela foi uma das primeiras vezes em que percebi o potencial verdadeiramente danoso da internet.

A situação no Facebook é grave também, porque, em tese, as pessoas têm total consciência de quem são os leitores delas; afinal, esse status pressupõe um convite ou uma aceitação. Em tese, o aluno que posta mensagens como as que exibi sabe que eu, por exemplo, vou lê-las. Fico pensando: será possível que não passa pela cabeça dele que isso vai ser ofensivo? Será possível que ele não está se dando conta de que está me comparando a um assassino armado com uma metralhadora? Pode existir alguém tão infantil ou com um senso de humor tão perverso e distorcido a ponto de achar que alguém vai levar isso na brincadeira? Magoa-me também o fato de que uma pessoa que convive comigo possa ter por mim tamanha desconsideração, tamanho rancor, tamanha hostilidade a ponto de postar um soco na boca do estômago como esse sem se importar com como isso vai me atingir.

Por que será que só os professores são vítimas desse tipo de agressão? No Brasil, nós temos profissionais de todos os tipo que exercem pessimamente seus ofícios. Temos médicos gananciosos, advogados inescrupulosos, engenheiros  incompetentes, políticos corruptos. A lista é longa. Por que só os professores merecem tamanha revolta? Será porque, sendo o Facebook dominado por jovens, e sendo alguns jovens narcisisticamente voltados apenas a si mesmos, eles só se dispõem a se incomodar com o que os atinge diretamente? Pode o mundo desabar, mas elegerei como meu vilão o professor responsável pela prova em que não me saí bem - ainda que meu resultado seja consequência da minha irresponsabilidade e não da ação do professor. Essa visão egoísta me incomoda também. 

Sabem, eu também tenho ideias para piadas envolvendo alunos. Nem todas são de bom gosto. Em geral, eu não concretizo essas piadas. Eles me vêm à cabeça porque estou envolvido no meio, mas raramente representam o que eu penso. Eu poderia manifestá-las, pelo prazer de fazer piada, mas não o faço porque acho isso antiético. Não é certo um professor zombar de seus alunos, não importa por que motivo. Por outro lado, dói ter que presenciar calado essa agressão gratuita incessante. Essa covardia me incomoda profundamente, como toda covardia. 

Existe a ideia de que, sendo o lado mais forte na relação com o aluno, o professor deve ser mais magnânimo e tolerante. Essa ideia, louvável, carrega, porém, duas premissas falsas. O professor, acho que isso está muito claro, há muito tempo deixou de ser o lado mais forte na relação com o aluno. O professor hoje se sente impotente e temeroso; essa é a verdade. Quase sempre, ele foge o quanto pode dos problemas. Também é falsa a ideia de que os professores travam uma espécie de guerra contra seus alunos: o que nós sempre quisemos foi estar do lado deles, contribuindo para o sucesso e o bem deles.

Existe também a ideia de que, estando em fase de formação, o aluno naturalmente cometerá falhas, que devem ser aceitas e vistas com benevolência. Que as falhas são naturais para quem está em formação - ou seja, qualquer ser humano, de qualquer idade ou em qualquer situação - é fato sabido que não vale a pena discutir. Cabe, porém, perguntarmo-nos se devemos mesmo ser tão benevolentes assim. Aluno não precisa ter ética? Ele pode, sob o manto da suposta inocência, expressar o que bem entender sem ter que encarar as consequências disso? Isso é educativo? A escola em que estudei expulsava sumariamente alunos que pregassem trotes em aniversariantes, se houvesse disperdício de comida. Sustentavam que alunos cristãos não podiam cometer tamanho pecado. Alguns podem achar que essa era uma conduta muito rígida, e nem sei se ela permance por lá, mas ela fazia parte de um código de valores, e minha opinião é de que valores não fazem mal a ninguém; pelo contrário. 

Sei muito bem que o relacionamento entre professores e alunos está repleto de pedregulhos. Não quero fugir disso nem nego, de jeito nenhum, mas nenhum mesmo, que a escola tenha seus pecados e que os professores cometam falhas, falhas, muitas vezes, questionáveis, absurdas, condenáveis. Não sei em que medida o aluno vai participar ativamente dessa discussão, porque a realidade escolar, a realidade do sistema de ensino inclui muitos aspectos com que os estudantes, na verdade, não têm contato direto. Mesmo assim, defendo veementemente que essas falhas sejam expostas, discutidas, resolvidas. 

Há, porém, uma incompatibilidade fundamental entre o aluno padrão e o bom professor, que é o fato de que o primeiro quer ser aprovado para a série seguinte com o mínimo de esforço, e o outro quer exatamente esse esforço como condição. Por causa dessa discordância básica, acho que sempre vai haver algum atrito entre professores e alunos, mas, na minha imaginação, esse vai ser um atrito amigável, carinhoso, entre quem está disposto a acolher a imaturidade e quem no fundo sabe que aquela exigência toda é para o bem. 

A internet, porém, abriu muitos espaços para que esses nós sejam abordados da pior forma possível, da forma, inclusive, mais antieducativa possível. Não há nada de produtivo na exposição sensacionalista da tese absurda de que o dever de casa produz queda no rendimento escolar. Isso só vai servir como incentivo, mascarado de piada, para que o mau aluno deixe de cumprir suas atividades, com a simpatia cada vez maior de quem tem o poder de interferir. Que vá o autor dessa frase pesquisar os efeitos da falta de dever de casa no rendimento dos alunos. 

Muito sério é saber que a comodidade dessas piadas sem fundamento garante a simpatia imediata de muitas pessoas. Esse é um traço negativo da mentalidade brasileira, o apreço pelo comportamento agressivo, de quem chega chutando porta, colocando dedo na cara, ridicularizando as pessoas sérias. 

Diante de tudo isso, imagino o peso da minha opinião: nulo, provavelmente. Deixo, porém, minha manifestação, na esperança de que eu mereça o respeito de pelo menos algumas pessoas. É com esse sentimento que peço a elas: pese você o que está dizendo. Seja crítico em relação a seu senso de humor. Pense na possibilidade de ele ser ofensivo, agressivo, maldoso, não só em relação a professores, mas em relação a qualquer pessoa, a qualquer ser. Admita a possibilidade de você estar sendo insensível em relação ao que pode ser importante para alguém, de você estar brincando com o que é sério. Pense na boa e velha atitude de se colocar no lugar do outro. Não abuse do poder; nós todos sabemos que ele traz responsabilidades também. 

Quando usei a internet pela primeira vez, em 1996, fiquei encantado com as possibilidades que ela abria de encontro, de confraternização, de congraçamento. Espero que essa proposta continue válida.

Abraços,

Guilherme



Escrito por Professor Guilherme Lentz às 19h20
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O Facebook é do mal

Olá!

Eu me tornei usuário do Facebook há alguns meses e acho que formei uma opinião: o Facebook é do mal.

Não vou abordar a futilidade, a promiscuidade, a pobreza intelectual, a antipatia dos infinitos "kkkk" a que parecem se limitar muitos dos comentários que lemos por lá. Meu incômodo é de outra ordem.

No começo, tive preconceito pelo seu caráter socializador. A bem da verdade, nunca tive simpatia por ferramentas de socialização. Parte disso se deve, eu sei, ao fato de que não tenho facilidade de entrosamento. Outra parte disso se deve, por outro lado, ao fato de que sou bem resolvido afetivamente, e convenhamos que muitas pessoas vão aos Facebooks e Orkuts da vida em busca de relacionamentos amorosos de algum tipo. Não estou criticando quem busca um parceiro amoroso. Na verdade, acho que essa é uma das ações construtivas que a internet em geral ajudou a viabilizar. Apenas tive a sorte, apesar de minhas dificuldades de relacionamento, de achar alguém que eu amo e que pelo menos me tolera. Estando isso resolvido, de qualquer forma, esse lado das redes sociais não me interessa.

Além disso, eu sabia que meu Facebook seria imediatamente inundado por alunos. Não tenho nada contra eles, é claro. Pelo contrário, tenho muito carinho por eles, e fico feliz por haver um espaço em que podemos conviver de forma um pouco mais relaxada e afetuosa do que na sala de aula. Imagino que isso deve ter feito muita falta às gerações antigas de professores. O fato, porém, de estar exposto de forma potencialmente interferidora no meu ambiente profissional limita bastante minhas opções. Muitos assuntos ficam vetados, muitas piadinhas não podem ser feitas, muitas observações tenho que guardar para mim. 

Entretanto, a situação chegou a tal ponto que fui praticamente obrigado a criar um Face. Em primeiro lugar, queria desviar um pouco a atenção do meu blog, que vinha sendo descoberto por pessoas indesejáveis. Não sei se esse objetivo foi atingido com sucesso, já que alguns alunos descobriram o blog por iniciativa totalmente própria e andaram mencionando o fato para mim. Valeu a intenção. Foi decisivo também o fato de que as discussões sobre os Beatles cresceram muito no Facebook, e dessa eu não poderia ficar de fora. Tenho que admitir que muitas discussões importantes e compartilhamento de material estão acontecendo por lá. Eu queria também usar o Face como ferramenta de divulgação da Central do Lentz, o serviço de aula particular e revisão de textos que estou inaugurando. Finalmente, admito que fui seduzido pela possibilidade de reencontro com alguns velhos amigos. 

Quando a internet apareceu para nós, em meados dos anos 90, fiquei empolgado e criei um site, que logo gerou rebentos. Houve um Guilherme Lentz Website, o Guilherme Lentz Beatles Website, o Olho Vivo. Muito desse material ainda está online. Fiquei fascinado com a possibilidade de poder partilhar interesses, divulgar ideias, publicar textos. De fato, fiz amizades que têm perdurado, graças a isso, e vivi experiências fascinantes, como a troca de muitas centenas de fitas K7 e CDs com outros fãs de Beatles de todos os cantos do mundo. 

Quando formas alternativas de uso da internet começaram a surgir, eu não tive simpatia. O blog me parecia uma ferramenta simplificadora, uma barateação da velha homepage. Resisti muito, mas acabei relutantemanete criando o Blog do Lentz, que acabou se firmando. Meus sites, por outro lado, ficaram esquecidos. Embora eu tenha desenvolvido um carinho pelo meu blog, penso com melancolia que eu estava certo em minhas previsões sobre ele desbancar as homepages. De fato, o site tradicional exigia um carinho um pouco maior na preparação do conteúdo, e a apresentação tinha um caráter mais definitivo. Aqui no blog produzo muito material que cai no esquecimento à medida que o tempo vai passando, e o conteúdo vai passando da página inicial para o arquivo. Isso é algo a se lamentar. Em compensação, a preparação de material para o site é muito mais trabalhosa, exigindo diagramação em HTML, envio de arquivos e outros procedimentos que tornam a experiência praticamente inviável no dia-a-dia. No final, a praticidade do blog falou mais alto. Eu vim a gostar do blog, como disse, mas, sendo alguém que quase nunca vê na praticidade uma virtude, sinto um pouco de culpa por isso.

Tive medo de que o Facebook desbancasse o blog. Alguém me havia dito exatamente que essa era uma das virtudes do Face. Para mim, aquilo soou como uma maldição.

Vejo agora que tinha razão em meus receios. O Facebook incorporou, de forma muito pior, muito do que eu fazia com o blog. Aquela escrita por impulso, aquela ideia que chega ardente, implorando para ser escrita, raramente tem se tornado um texto de gente. Em vez disso, posto um parágrafo no Facebook e pronto: descarrego aquela vontade urgente. Estou achando isso péssimo e vou me rebelar. Sinto que o ânimo para escrever, para fotografar, para editar arquivos, a criatividade e a disposição, tudo está abalado. É difícil imaginar efeitos mais tristes do que esses.

Em vez de pensar, muitas vezes estou só emitindo opiniões; em vez de fazer carinhosamente resenhas de brinquedo, tenho só os exibido em fotos apressadas, e o problema não é falta de conteúdo. Ultimamente, estou envolvido com duas disciplinas fascinantes na faculdade; lecionando três disciplinas novas em duas escolas diferentes; adquirindo alguns brinquedos muito legais, fora das coleções que normalmente exibo. Estou vivendo o que nomeei o "mês do rock´n´roll", durante o qual vou assistir a quase uma dezena de shows incríveis, inclusive três do meu querido Paul McCartney. Tenho estudado, atravessado a cidade nas corridas. É uma pena pensar que a riqueza de todas essas experiência pode passar sem merecer meia hora de assimilação aqui no blog.

A praticidade está vencendo a absorção, e isso não é bom. Para piorar a situação, o ambiente é sedutor, e já aconteceu muitas vezes de eu disperdiçar, em observações inúteis, estéreis, frívolas, no Facebook, algum precioso tempo livre, tempo este que eu poderia ter usado para ler, para brincar, para fotografar, para correr, para nadar, para ficar com as pessoas de quem eu gosto, para tocar violão, praticar teclado, enfim, para viver experiências que realmente acrescentam algo à vida.

Naturalmente, há aspectos positivos também, mas eles não são tão numerosos nem tão fortes para mudarem minha conclusão: o Facebook é do mal. Infelizmente, no momento, ele é útil também. Por isso, não pretendo abrir mão dele, por enquanto, mas certamente estou empenhando em ser muito mais seletivo.

Mais assustador é pensar que falo do lugar daquilo que alguns consideram a arrogância: do lugar de quem faz doutorado, de quem lê dezenas de livros por ano, de quem sabe ler e escrever. Estou dizendo que, com tudo isso, fui afetado negativamente pelo Facebook. Talvez eu seja um caso isolado - espero -; talvez não. A se confirmar a possibilidade de as pessoas letradas serem intelectualmente prejudicadas por essa ferramenta, não gosto nem de pensar sobre o comprometimento nas pessoas, digamos, normais, que não leem, não estudam, não se informam; apenas repetem as informações que já chegam prontas, no máximo.

Há muitos perigos envolvidos no Facebook, e, para lidar com o perigo, temos que ser bem equipados, bem preparados e cuidadosos.

Abraços,

Guilherme



Escrito por Professor Guilherme Lentz às 20h07
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Guigo Aid

Olá!

A grana está muito apertada, e o Paul está voltando. 

Como resolver esse dilema?

Bolei uma ótima solução:

Sabem que essa ideia é tão maluca que poderia até dar certo? Eu podia fazer um show beneficente, com toda a renda destinada a bancar minha ida aos shows.

Brincadeiras sérias à parte, parece que os shows dos dias 21 e 22 de abril estão praticamente confirmados mesmo, e há fortes indícios de um terceiro show, em Florianópolis, possivelmente no dia 27. Vamos aguardar as confirmações. Os shows de Recife já são fato; resta apenas a oficialização das datas.

Um abraço,

Guilherme



Escrito por Professor Guilherme Lentz às 13h19
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O Falcon do Luiz - parte 2 (final)

Olá!

Ficou pronto o Falcon do Luiz! O coração sempre aperta um pouco na hora de nos despedirmos de um grande aventureiro, mas está na hora de ele voltar para casa.

A finalização do trabalho foi assim:

Obrigado, Luiz, pelo privilégio de trabalhar em seu lindo boneco e, principalmente, pela confiança! Espero que nosso herói o acompanhe por muitos anos!

Um abraço,

Guilherme



Escrito por Professor Guilherme Lentz às 10h05
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25 de fevereiro

Olá!

Nem tudo passa, George. 

Que Deus abençoe o dia em que você veio ao mundo e, principalmente, os dias em que você esteve nele. Os dias que se seguem já são iluminados por sua presença.

Seu verso é real, e enche meu coração de amor.

Abraços,

Guilherme



Escrito por Professor Guilherme Lentz às 10h25
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O Falcon do Luiz - parte 1

Olá!

Poucas missões podem me honrar mais do que o reparo de um Falcon. 

Há algumas semanas, fui procurado pelo Luiz. Vejam só o tamanho desse privilégio. Ele vinha seguindo rastros pela internet e nem me conhece pessoalmente. Queria consertar seu Falcon. Prontamente fiz o que podia, que era me oferecer para consertar o boneco ou passar as informações para que ele mesmo o fizesse. Para minha alegria, o Luiz me achou confiável o bastante para me enviar seu precioso Falcon, e foi assim que recebi essa joia, em uma linda caixa do correio. 

Estou, no entanto, em débito com o Luiz, porque os motivos de sempre estão me atrasando. Hoje, porém, durante um recreio de uma revisão de texto que estou fazendo, juntei algumas peças: 

Ele fica muito lindo quando vai tomando forma, não é? Espero que, depois da minha demora, pelo menos o Luiz fique satisfeito quando vir o nosso herói de pé.

Abraços,

Guilherme



Escrito por Professor Guilherme Lentz às 14h36
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HotWheels do He-Man

Olá!

Sumi, né. Fim de férias. 

Essas fotos que vou postar aqui, por exemplo, já tirei há dias. Vejam se acham legal:

Abraços,

Guilherme



Escrito por Professor Guilherme Lentz às 14h12
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Beijos onde?

Olá!

Então é hoje: está saindo o novo CD do Paul, "Kisses on the buttom"!

Ah, essa vantagem os dias de hoje têm. Quando comecei a namorar minha esposa, já se vão dezesseis anos, passei maus bocados à espera do "Flaming pie", que estava sendo lançado. Lembro que alguém conseguiu uma gravação e tocou o disco no rádio, e ela foi em busca da fita, procurou os produtores do programa e tudo, e foi assim que ouvi o "Flaming pie" inteiro pela primeira vez. Embora a memória seja doce, a angústia de não ter acesso ao disco foi grande, e muitas vezes sofri mesmo, sabendo que havia material novo dos Beatles por aí, e eu não tinha como chegar a ele.

Agora tudo é diferente. Pela internet, uma versão monofônica ruim do novo álbum vinha circulando havia muitos dias. No domingo à noite, apareceu por aí o CD completo, com direito a duas faixas extras, para download. Tendo feito o pedido do disco pelo site, já recebi hoje mesmo da empresa contratada pelo Paul os links para baixar o CD com qualidade fantástica, enquanto o CD e o vinil não chegam. Não houvesse nenhuma dessas facilidades, eu ainda poderia comprar a pérola no iTunes, que está, finalmente, em funcionamento no Brasil. 

Enfim, "Kisses on the buttom" está em ótimo volume aqui! Que delícia de disco! Como de costume, o Paul fez todas as escolhas certas. Depois da opção arriscada de gravar um CD de standards, ele fez os movimentos exatos. Talvez eu já devesse estar acostumado a isso, mas ainda me surpreendi com o bom gosto e originalidade que estão nessa abordagem do Paul. Da escolha do repertório, nada óbvio, às interpretaçãoes, todas magníficas, nada, absolutamente nada nos inspira aquele sentimento de que algo poderia ter sido melhor. Em catorze faixas, o Paul simplesmente passou todo o estilo a limpo, explorando todas as combinações imagináveis de arranjos e composições. Temos baladas, canções alegres, meditativas, de todo tipo, tocadas por guitarra, violão, piano, orquestra, vibrafone. Assim, embora exista uma homogeneidade, há muita variação também, e o CD é familiar mas surpreendente, acolhedor mas desafiante, tranquilo mas empolgante.

Eu poderia destacar várias dentre as canções, como "Ac-cent-tchu-ate the positive", que traduz com perfeição o otimismo que sempre foi associado ao Paul, "Get youself another fool", que tem um solo atípico e esfuziante do Eric Clapton, ou o bônus "Baby´s request", que funciona como um aceno ao fato de que o interesse do Paul por esse estilo vem de há muito tempo. "Only our hearts", que comentei em outra oportunidade, continua entre as minhas favoritas. Com a volta às aulas, porém, não estou com toda aquela disponibilidade para comentar faixa por faixa. Deixo, assim, uma das canções bônus aqui, a linda "My one and only love". A escolha foi muito difícil, mas imagino que nem todos tenham a ideia de pedir o CD deluxe pelo site, e, por isso, há uma grande e triste chance de que muitos dos compradores normais não ouçam essa canção. Achei que seria uma boa ideia deixar uma porta para elas:

Mal posso esperar para ter o CD físico e o vinil em mãos! Enquanto isso, vou curtindo essas caixinhas com subwoofer, que são fantásticas - a melhor compra musical que já fiz na vida, depois do material dos Beatles.

Um abraço,

Guilherme



Escrito por Professor Guilherme Lentz às 14h36
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Controle Remoto N-Tek Twin Turbo

Olá!

Nós, os fãs do Max Steel, estamos apreensivos. Nosso amigo Dan Steel, há alguns dias, divulgou em primeira mão, em seu blog, a notícia de que uma nova série de desenhos animados com o herói está sendo preparada. Ao que tudo indica, todo o universo dele será reformulado. Na verdade, pode-se dizer que se trata de um novo personagem com o mesmo nome; não veremos mais o Max que conhecemos. Aguardamos o impacto que isso possa ter tanto sobre as histórias quanto sobre os brinquedos. Oxalá os efeitos venham a ser bons, embora, no ritmo em que tudo tem andado, eu não esteja otimista.

Enquanto isso, vamos curtindo o que já temos de melhor. Recentemente, surgiu um carrinho de controle remoto muito legal, que a Mattel, como esperado, não comercializou no Brasil. Porém, eu sempre quis ter um veículo controlado que pudesse transportar o Falcon. Há alguns anos, vi um carro de cross na PBKids, mas fiquei naquela hesitação e acabei o perdendo. Nunca mais ele apareceu. Meu amigo Irineu chegou a adquirir um e a iniciar uma customização, mas depois não deu mais notícias sobre o projeto. Irineu, meu camarada, e aí? Envie umas fotos do carrinho para colocarmos aqui no blog. Esse novo veículo, portanto, eu tinha que adquirir.

O processo foi caro e penoso. Foi difícil encontrar no eBay um vendedor que comercializasse itens novos do Max. Quando encontrei, ele não enviava para fora dos EUA. Tive, então, que contratar uma empresa, o Mercado Direto, para intermediar esse processo. O Mercado Direto cobrou uma fortuna pelo serviço e o executou porcamente, com total desorganização e um enorme atraso na entrega. Cheguei a perder o gosto pela aquisição, tamanha a raiva que eles me fizeram passar. Para se ter uma ideia, a encomenda chegou no final de dezembro, e só agora me animei a abrir a caixa e fazer umas fotos. Antes, cheguei a fazer um vídeo, pois queria mostrar o carrinho em movimento, mas o resultado não ficou bom, e por isso voltei ao método tradicional.

Aqui vai o registro:

Fiquei devendo uma foto do Falcon na direção. Depois de mais de trinta anos de espera, nada mais justo do que ele ter sua vez para pilotar.

É incrível como não existem no mercado veículos de controle remoto na escala 1/6, ou mesmo na escala 1/18. Acho que qualquer criança gostaria de colocar seus bonecos grandes ou pequenos para pilotar um veículo legal; eu certamente sonhei com isso desde a mais tenra infância. Sei que lá fora existem alguns carrões incríveis, mas nunca os encontro, e certamente, considerando envio, imposto e tudo mais, a situação seria proibitiva. Tenho certeza de que há demanda e que seria possível fabricar itens bons a preços aceitáveis. Quem sabe os fabricantes não acordam para essa realidade. 

Abraços,

Guilherme



Escrito por Professor Guilherme Lentz às 11h03
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31 de janeiro de que ano mesmo? Ah, sim! 2012, 2012, 2012!

Hello, world!

O céu está nublado, e as férias acabam hoje. Há um vento fresco passando.

Parece haver um caminho para um dia sombrio, mas não é isso que está acontecendo. Há pontinhos iluminados piscando no ar. Eles são discretos, mas estão lá. Quem não consegue enxergá-los talvez consiga sentí-los. Esperem... É... É mesmo. Há algo especial acontecendo. Há um som também; guizos de renas? Não... Algo diferente, mas também encantado.

O que seria capaz de encher o mundo de um brilho novo e sons mágicos? 

[...]

Palmas para quem pensou nos Beatles! Sai hoje o novo CD do Ringo! "Ringo 2012" é o nome da pérola. 

Confesso que a princípio fiquei apreensivo - ai, a gente não aprende. Apenas nove canções? Duas regravações? Será que o Ringo não está levando essa história de estúdio caseiro longe demais? Foi, porém, só colocar o disquinho para rodar, e nenhuma dúvida sobreviveu em meu coração. Sim, ele gravou apenas nove canções, mas elas valem por mil, por um milhão. O disco é pulsante, emocionante, singelo, uma pequena glória mesmo.

É sempre muito especial quando as portas do Paraíso se abrem, e um vislumbre da força divina se manifesta para a humanidade através deles.

Como celebração desse dia, deixo aqui a canção do novo álbum que talvez venha sendo a minha preferida, "In Liverpool":

Meu coração é uma discoteca beatlemaníaca.

Acho que dessa vez o Ringo acertou em cheio. "In Liverpool" é um passo certeiro na jornada que se iniciou com "Liverpool 8" e continuou em "The other side of Liverpool". A nova canção é tocante, evocativa, sincera e convidativa. Depois de dizer "Foi assim que as coisas aconteceram para mim", Ringo devolve a pergunta ao ouvinte, em um momento de grande impacto: "E para você?".

Para mim, Ringo, tudo tem sido maravilhoso. Não estive em Liverpool, e a vida não é perfeita, longe disso. O fato, porém, de você estar na Terra, de você existir agora, de você cantar faz tudo ser parte da experiência, e o mundo ser bonito.

Love you, Ringo - and you love me too, eu sei!

Abraços,

Guilherme



Escrito por Professor Guilherme Lentz às 11h53
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